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Mais cedo, melhor! |
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Publicado na VEJA de 22 de agosto: "Os especialistas são unânimes em afirmar que a imersão numa língua estrangeira é benéfica desde os primeiros anos de vida, mas alertam para alguns dos cuidados que devem ser tomados em cada faixa etária em relação à educação bilíngüe. Eis as conclusões:
Até 4 anos: Essa fase é a melhor de todas para a assimilação de novos fonemas - e portanto para o aprendizado de um idioma sem sotaque. Não compensa submeter as crianças a aulas puxadas demais, sob o risco de que lhes causem pavor em relação ao novo idioma - o ideal é que elas aprendam por meio de jogos e brincadeiras. Espera-se que as crianças tenham o domínio de cerca de 1500 palavras e compreensão de frases simples da rotina escolar.
De 5 a 10 anos: Crianças que começam cedo numa escola bilíngüe e seguem nela até os 10 anos de idade têm a base do novo idioma consolidada no cérebro a longo prazo. Embora essa seja a fase da alfabetização, não é bom que ela ocorra nas duas línguas ao mesmo tempo - é melhor ensinar o alfabeto no idioma estrangeiro com um ano de atraso. Domínio de cerca de 5000 palavras, compreensão de letras de música e capacidade de ler e escrever textos curtos.
A partir de 11 anos: Como as estruturas formais da língua materna já se enraizaram, o cérebro está na melhor fase para aprender novas palavras estrangeiras em menos tempo. O estágio avançado no idioma materno torna difícil falar a segunda língua sem sotaque - um intercâmbio pode ajudar. Domínio de cerca de 10000 palavras, fluência oral e capacidade de assistir a filmes sem legenda.
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